A partir de então, intensificaram-se os movimentos de grupos xenófobos que se apóiam em doutrinas racistas, os quais repudiam explicita e violentamente a presença de estrangeiros e exigem do governo que eles sejam repatriados. A repatriação ocorre quando autoridades de um país obrigam um imigrante a retornar á sua pátria.
A maioria dos países europeus está estabelecendo um sistema de "cotas", assim como um processo de seleção dos imigrantes, através de prestação de "provas" pelos candidatos (conhecimento da língua, da cultura, etc). A tendência é intensificar um sistema seletivo que privilegie a imigração de mão-de-obra qualificada, à semelhança do que já faz os Estados Unidos e a Austrália.
Desde 2001 que os diversos países da União Européia têm vindo a reforçar os sistemas de controle à imigração ilegal. A maior parte dos imigrantes são procedentes da África, Turquia, Índia, Paquistão, América Latina e leste europeu.
O “Observatório Europeu do Racismo e da Xenofobia” tem vindo a denunciar o aumento dos casos de violência racial e de discriminação em todos os países da União Européia. De acordo com este Observatório, as principais razões para o aumento da xenofobia, devem-se principalmente ao medo do desemprego, insegurança em relação ao futuro, e ao mal estar generalizado sobre as condições sociais e as políticas dos governos. Em 2000 entrou em vigor a lei da dupla nacionalidade. Esta lei procura promover a integração da segunda e terceira geração de imigrantes. Pretende-se também reforçar o sistema de integração pelo ensino da língua e da cultura.Mas, os novos imigrantes clandestinos que são detidos são expulsos de imediato e postos na fronteira. Em 2005, uma nova lei da imigração mais restritiva que a anterior, procurou dificultar a entrada de imigrantes sem qualificações profissionais.
Na Bélgica, a maioria dos imigrantes provêm da Ucrânia e dos países do centro da Europa, como a Eslovénia e a Eslováquia. Em 1999, uma lei aprovada em dezembro, permitiu a milhares de imigrantes obterem autorização de residência, depois de demonstrarem que viviam no país há pelo menos 6 anos. Na Espanha, um processo de legalização que ocorreu em 2000, permitiu regularizar a situação de 140.000 imigrantes. Em 2001 o número de imigrantes superou todas as expectativas, levando a que fossem adotadas medidas de contenção. Em 2004, a Espanha expulsou 120 mil imigrantes clandestinos. Todos os anos, muitos morrem afogados quando tentamatingir o sul da Espanha, nas costas marítimas, vindos no norte da África.
Em 2001, o governo italiano estabeleceu um sistema de cotas para a imigração. Para regularizar a situação, em 2002, foram legalizados 635 mil imigrantes.
Na França, a maioria dos seus imigrantes são originários de países muçulmanos do Norte da África (Argélia, Tunísia, Marrocos, etc), e também da Turquia. Em 1999 a França regularizou 83 mil imigrantes clandestinos. Em 2005, a França estabeleceu um sistema de cotas, subordinada às necessidades do mercado de trabalho. Os partidos de direita defendem cotas por nacionalidade ou etnia, de modo a evitar a crescente influência da cultura muçulmana neste país.
As crises econômicas e o aumento do desemprego alimentam o medo das populações de cada um destes países de se encontrarem em uma situação em condições piores que os estrangeiros, que é visto desta forma como invasor.A soberania permite que cada país por meio de seu governante chefe pronuncie sobre se deve ou não permitir a permanência entre si de estrangeiros que não respeitam suas regras e tradições.
É preciso, nacional e internacionalmente, promover um relacionamento institucional, político, economico, social e inter-pessoal coerente. O conhecimento do “outro”, ( que é o estrangeiro, neste caso) é fundamental no combate aos preconceitos culturais e raciais que aparecem com a xenofobia, resultados de desconhecimento ou conhecimento deturpado.
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